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domingo, 16 de dezembro de 2012

Calendário de Festividade na Umbanda

orixás desenho

 

20/01 (Oxóssi) – Orixá da caça, da busca e do conhecimento que habita nas matas. Elemento vegetal, ponto de força nas matas. Dia de São Sebastião.

 

02/02 (Iemanjá) – Orixá Mãe de todos, aspectos maternais, geradores e criativos. Elemento água, ponto de força no mar. Dia de Nossa Senhora dos Navegantes.

 

23/04 (Ogum) – Orixá guerreiro, aquele que “quebra” demandas e abre caminhos com sua ordenação militar. Elemento Ar, ponto de força nos caminhos. Dia de São Jorge.

 

13/05 (Pretos Velhos) – Dia da Libertação.

 

30/05 (Obá) – Orixá feminino de força e concentração, ajuda a dar determinação e conhecimento. Guerreira que também tem sua ligação com as matas e o elemento terra, ponto de força em contato com a terra próxima as matas. Dia de Joana Dárc.

 

24/06 (Xangô) – Orixá da justiça dos raios e equilíbrio. Rege o elemento fogo, ponto de força pedreiras e montanhas. Dia de São João.

 

26/07 (Nanã Buruquê) – Orixá da sabedoria da calma e evolução, é considerada a mais velha como uma avó. Elemento água e terra, ponto de força nos lagos. Dia de Santa Ana.

 

16/08 (Obaluaê) – Orixá ancião da cura, sabedoria e evolução, senhor das passagens. Elemento terra e água, ponto de força no cemitério e no mar. Dia de São Roque.

 

24/08 (Oxumaré) – Orixá do arco íris, amor e renovação, simbolizado por uma serpente. Elemento cristalino e mineral, ponto de força nas cachoeiras. Dia de São Bartolomeu.

 

27/09 (Cosme e Damião) – Dia em que se comemora a presença das crianças na Umbanda. Elemento todos.

 

02/11 (Omolú) – Orixá ancião da terra, dos términos e da morte, também trás aspectos de cura como o “fim” da doença, ponto de força no cemitério e no mar. Dia de Finados.

 

04/12 (Iansã) – Orixá guerreira e da justiça, portadora de espada e direcionadora das situações. Elemento ar, ponto de força nas pedreiras. Dia de Santa Bárbara.

 

08/12 (Oxum) – Orixá do amor, do ouro e da prosperidade. Elemento mineral e aquático, ponto de força nas cachoeiras. Dia de Nossa Senhora da Conceição.

 

25/12 (Oxalá) – É o Obatalá (Orixá que se veste de branco), o Orixalá (o maior dos Orixás). Orixá da fé, da paz e da pureza. Aparece sempre acima dos outros Orixás, no topo do altar, o que facilmente explicado, pois sem fé, paz e caridade não há religião. Tem seu ponto de força em campos abertos, mirantes e todos os lugares que possa sentir sua paz. Natal.

terça-feira, 27 de março de 2012

Mensagem aos amigos, aos irmãos

Regidos pela lei divina

Tenho orgulho em fazer parte de uma religião, não só pela crença como também um ponto de luz. Uma legião de guias que nos trazem sabedoria e conhecimento, luzes que nos guiam e com clareza podemos orientar o próximo.

Desta luz que o mundo deveria acreditar, buscar em si o bem estar, trazer de dentro para fora a calmaria para a sua volta. Nosso costume apenas nos caracteriza, o que vale mesmo é o poder que o sentimento repleto de caridade ao amigo, um irmão.

Que a luz de Oxalá nos guarde nos proteja. Com benção de nossos guias, eu posto está mensagem.

Cristiane Marquesi - 2012

domingo, 25 de março de 2012

Prece para os Médiuns



Senhor, colocando nesse momento,
nossas almas de joelhos ante vós,
agradecemos a oportunidade que nos
destes de através da mediunidade,
servirmos a Vós e a nossos irmãos de
jornada. Sabemos Pai, que muito somos
devedores de sua infinita bondade; pois,
a mediunidade é a oportunidade para
resgatarmos nossas dividas de encarnações passadas.
Rogamos ao Vosso coração amantíssimo:
Fazei-nos fortes Pai,
para que, em nenhum momento,
nos deixemos levar pelo orgulho.Livrai-nos
dos vícios e excessos materiais, que nos
tornam instrumentos falhos;
não merecedores dos Vossos mensageiros;
Nossos mentores, nos dêem a prova da
humildade; ficando tão próximos
de nossas matérias impuras!
Assim Seja!

Marina C. Cruz 

Médiuns e Mediunidades


No falso pressuposto de que haja Médiuns e Mediunidades mais importantes entre si, recordemos a velho apólogo que Menênio Agripa contou ao povo amotinado de Roma, a fim de sossegar-lhe o espírito em discórdia: “Se o cérebro, por reter a ideação fulgurante, desprezasse o estômago ocupado na tarefa obscura da digestão, a cabeça não conseguiria pensar, se os olhos, por refletirem a luz, declarassem guerra aos intestinos por serem eles vasos seletores de resíduos, decerto que, a breve tempo, a retina seria espelho morto nas trevas, e se o tronco, por sentir-se guindado a pequena altura, condenasse os pés por viverem ao contato do solo, rolaria o corpo sem equilíbrio. E de nossa parte, ousaríamos acrescentar à antiga fábula que tudo, no campo de seqüência da natureza, é solidariedade e cooperação. 

Se os braços desaparecem, os pés se fazem mais ágeis, em sobrevindo a surdez, acusa o olhar penetração mais intenso, se a visão surge apagada, o tacto mais amplamente se desenvolve, se o braço é extirpado, a medula óssea trabalha com mais afinco, de modo a satisfazer as necessidades do sangue. 

Qual acontece no mundo orgânico, a Doutrina Espírita é um grande corpo de revelações e de bênçãos, no qual cada médium possui tarefas específicas. Esse esclarece, aquele consola. Outra pensa feridas. Aquele outro anula perturbações. Esse incorpora sofredores angustiados. Aquele transmite elucidações de instrutores devotados à grande beneficência. 

Outro recebe a palavra construtiva. Aquele outro se incumbe da mensagem santificante. Como é fácil observar, o passe curativo é irmão da prece confortadora a desobsessão é o reverso da iluminação espiritual e o verbo fulgente da praça pública é outra face do livro que o silêncio abençoa. 

Em nossa esfera de serviço, portanto, já que prescindimos do profissionalismo religioso, não existem médiuns-pastores, médiuns-gerentes, médiuns-líderes ou médiuns-diretores, porquanto, a cada qual de nós cabe uma parte do grande apostolado de redenção que nos foi atribuído pela Espiritualidade Maior. 

Se todos nós, em conjunto temos um mentor a procurar e o ouvir de maneira especialíssima, no plano da consciência e no santuário do coração, esse Mentor é Nosso Senhor Jesus Cristo: - O Sol do Amor Eterno – a cuja luz, no grande dia de nossos mais altos ajustamentos, devemos revelar em nós mesmos a divina essência da sua lição divina: “A cada qual por suas obras”.

Página recebida por Francisco Cândido Xavier.
Do livro O ESPÍRITO DA VERDADE






domingo, 26 de fevereiro de 2012

São Sebastião

São Sebastião (França, 256 d.C. – 286 d.C.) originário de Narbonne e cidadão de Milão, foi um mártir e santo cristão, morto durante a perseguição levada a cabo pelo imperador romano Diocleciano. O seu nome deriva do grego sebastós, que significa divino, venerável (que seguia a beatitude da cidade suprema e da glória altíssima).

 

SaoSebastiaoPrata

História

De acordo com Actos apócrifos, atribuídos a Santo Ambrósio de Milão, Sebastião era um soldado que teria se alistado no exército romano por volta de 283 d.C. com a única intenção de afirmar o coração dos cristãos, enfraquecido diante das torturas. Era querido dos imperadores Diocleciano e Maximiano, que o queriam sempre próximo, ignorando tratar-se de um cristão e, por isso, o designaram capitão da sua guarda pessoal, a Guarda Pretoriana. Por volta de 286, a sua conduta branda para com os prisioneiros cristãos levou o imperador a julgá-lo sumariamente como traidor, tendo ordenado a sua execução por meio de flechas (que se tornaram símbolo constante na sua iconografia). Foi dado como morto e atirado no rio, porém, Sebastião não havia falecido. Encontrado e socorrido por Irene (Santa Irene), apresentou-se novamente diante de Diocleciano, que ordenou então que ele fosse espancado até a morte. Seu corpo foi jogado no esgoto público de Roma. Luciana (Santa Luciana, cujo dia é comemorado em 30 de Junho) resgatou seu corpo, limpou-o, e sepultou-o nas catacumbas.

 

Existem inconsistências no relato da vida de São Sebastião: o edito que autorizava a perseguição sistemática dos cristãos pelo Império foi publicado apenas em 303 (depois da Era Comum), pelo que a data tradicional do martírio de São Sebastião parece precoce. O simbolismo na História, como no caso de Jonas, Noé e também de São Sebastião, é visto, pelas lideranças cristãs atuais, como alegoria, mito, fragmento de estórias, uma construção histórica que atravessou séculos.

O bárbaro método de execução de São Sebastião fez dele um tema recorrente na arte medieval, surgindo geralmente representado como um jovem amarrado a uma estaca e perfurado por várias setas (flechas); três setas, uma em pala e duas em aspa, atadas por um fio, constituem o seu símbolo heráldico.

Tal como São Jorge, Sebastião foi um dos soldados romanos mártires e santos, cujo culto nasceu no século IV e que atingiu o seu auge na Baixa Idade Média, designadamente nos séculos XIV e XV, tanto na Igreja Católica como na Igreja Ortodoxa. Embora os seus martírios possam provocar algum ceticismo junto dos estudiosos atuais, certos detalhes são consistentes com atitudes de mártires cristãos seus contemporâneos.

 

São Sebastião na Umbanda

Nas tradições de afro-brasileiras, o Orixá Oxóssi na Umbanda é sincretizado como São Sebastião. Oxóssi é o grande Orixá das florestas e das relações entre o reino animal e vegetal. Grande caçador, comumente é representado nas florestas caçando com seu arco e flecha.

oxossi

 

São Sebastião no folclore, na literatura e no cinema

São Sebastião foi o ícone de várias expressões artísticas. Foi tema de pintores da Renascença. Na literatura, São Sebastião teve sua trajetória contada no livro "Perseguidores e Mártires", do escritor italiano Tito Casini. Ainda na literatura, foi um dos personagens centrais do romance "Fabíola" (também intitulado "A Igreja das Catacumbas"), escrito em 1854 pelo Cardeal Nicholas Wiseman.

A obra de Wiseman foi filmado por Alessandro Blasetti em 1949 na França, estrelando Michèle Morgan, e com o ator italiano Massimo Girotti no papel de São Sebastião. Foi refilmado por Nunzio Malasomma em 1961, na Itália, como "La Rivolta degli Schiavi ("A Revolta dos Escravos ), protagonizado pela estrela estadunidense Rhonda Fleming, com o romano Ettore Manni como o santo mártir.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Salve Jacira

 

Cabocla Jacira

 

Salve Jacira protetora da jurema(2x)


Jacira é uma menina, é uma cabocla de pena(2x)


Oh linda cabocla, Oh linda morena(2x)

Cabocla Jacira, ela não bobeia(2x)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Oxóssi

oxossi

 

OXÓSSI

 

Quimbanda, Quimbanda, somos filhos de Umbanda

Quimbanda, Quimbanda, vamos entrar nessa banda

Quimbanda, Quimbanda, Umbanda tem alegria

Quimbanda, Quimbanda, com Deus e Ave Maria

Quimbanda, Quimbanda, Umbanda tem fundamento

Quimbanda, Quimbanda, o meu Pai é Quimbandeiro

Tempo disse, tempo dirá, tempo disse, tempo dirá

Que é funda a raiz da Jurema, que é funda a raiz do Orucá

Tempo disse, tempo dirá, tempo disse, tempo dirá

Que é funda a raiz da Jurema, que é funda a raiz do Orucá

No centro da mata virgem eu plantei raiz nasceu flores

No centro da mata virgem eu plantei raiz nasceu flores

No centro da mata virgem eu plantei raiz nasceu flores

No centro da mata virgem eu plantei raiz nasceu flores

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Umbanda League

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Quando vi essa figura logo achei interessante e ao mesmo tempo super engraçada. Se formos pensar em transformar nossa crença em desenho animado, em qual pensaria?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Não direi mais...

Orixas

 

Não direi mais "não posso",
Pois Ogum me trará a persistência, determinação e tenacidade para conseguir.


Não direi mais "não tenho",
Pois Oxóssi me dará a energia vital para trabalhar e obter.


Não direi mais "não tenho fé",
Porque Omulu me ensinará a compreender e aceitar meu karma.


Não direi mais "sou fraco",
Porque Oxum me trará equilíbrio emocional,
Iemanjá a auto-estima e Iansã clareza de raciocínio para que eu entenda as minhas limitações.


Não direi mais "não sei",
Pois Xangô me trará o conhecimento, para que eu o use com discernimento e justiça.


Não direi mais "estou derrotado",
Porque aprendi com cada entidade da Umbanda que nada supera a força de sermos filhos de Deus.


Não direi mais "estou perdido",
Pois encontrei a Umbanda, que com a luz do amor e da caridade, iluminou minha alma e me deu um caminho.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Pontos de Oxossi


OXÓSSI – Entrecruzando Linhas

Oi não se mexe na espada de Ogum
Oi não se mexe na machada de Xangô
Oi não se mexe, nas flechas de Oxossi
Que lá na mata é Rei é caçador
Oi não se mexe, nas flechas de Oxossi
Que lá na mata é Rei é caçador


OXÓSSI

Oxossi é Rei da mata, me dá licença pra chegar
Oxossi é Rei da mata, me dá licença pra chegar
Sem a sua permissão, eu não posso saravar
Sem a sua permissão, eu não posso saravar

Oxossi é Rei da mata, me dá licença pra chegar
Oxossi é Rei da mata, me dá licença pra chegar
Sem a sua permissão, eu não posso saravar
Sem a sua permissão, eu não posso saravar

Quem manda na mata é Oxossi
Quem manda nas águas é Yemanjá
Quem manda nas pedras é Xangô
Quem governa a Bahia é Nagô
Quem manda na mata é Oxossi
Quem manda nas águas é Yemanjá
Quem manda nas pedras é Xangô
Quem governa a Bahia é Nagô


OXÓSSI – Caboclo Ubirajara

Sarava todos Caboclos, que chegam neste Conga
Benvindo nossos irmãos, salve, salve o Jurema
Sarava todos Caboclos, que chegam neste Conga
Benvindo nossos irmãos, salve, salve o Jurema

É o Caboclo Ubirajara, que veio do Jurema
Sarava sua Jurema, sarava seu Jacutá
É o Caboclo Ubirajara, que veio do Jurema
Sarava sua Jurema, sarava seu Jacutá

Caboclo veio da aldeia, ele vem nos ensinar
Que suas ervas benditas, servem pra nos curar




OXÓSSI – Caboclo da Mata Virgem

Okê, Okê, Caboclo, Seu Mata Virgem é na raiz da Orucaia
Okê, Okê, Caboclo, Seu Mata Virgem é na raiz da Orucaia

Mas oh que lindo caçador, naquela mata, onde a Coral piou
Mas oh que lindo caçador, naquela mata, onde a Coral piou


OXÓSSI – Caboclo Rompe Mato

No centro da mata eu vi, dois nomes gravados num toco de pau
No centro da mata eu vi, dois nomes gravados num toco de pau

De um lado Seu Rompe Mato, de outro Seu Cobra Coral
De um lado Seu Rompe Mato, de outro Seu Cobra Coral

No centro da mata virgem eu vi, Seu Rompe Mato falava na língua do Guarany
No centro da mata virgem eu vi, Seu Rompe Mato falava na língua do Guarany


OXÓSSI – Caboclo Rompe Mato

Vermelho é a cor do sangue de meu Pai, e verde é a cor da mata
Vermelho é a cor do sangue de meu Pai, e verde é a cor da mata

Oi sarava Seu Rompe Mato na Jurema, oi sarava, a banda que ele mora
Oi sarava Seu Rompe Mato na Jurema, oi sarava, a banda que ele mora


OXÓSSI – Caboclo Tupinambá

Estava na beira do rio, sem poder atravessar
Chamei pelo Caboclo, Caboclo Tupinambá
Estava na beira do rio, sem poder atravessar
Chamei pelo Caboclo, Caboclo Tupinambá

Tupinambá chamei, chamei, tornei chamar, ê á
Tupinambá chamei, chamei, tornei chamar, ê á


OXÓSSI – Caboclo Rompe Mato

É o Rei, é o Rei, é o Rei do Panaiá e da Jurema
É o Rei, é o Rei, é o Rei do Panaiá e da Jurema

Lá na Jurema, Rompe Mato é o Rei, é o Rei do Panaiá e da Jurema
Lá na Jurema, Rompe Mato é o Rei, é o Rei do Panaiá e da Jurema


OXÓSSI – Caboclo Rompe Mato

Hoje tem alegria no Terreiro de meu Pai
Sarava Seu Rompe Mato que ele é chefe de Conga
Hoje tem alegria no Terreiro de meu Pai
Sarava Seu Rompe Mato que ele é chefe de Congá

Embala eu Babá, embala eu
Embala eu Babá, embala eu
Embala eu Babá, embala eu
Embala eu Babá, embala eu


OXÓSSI

Naquela estrada de areia, lá onde a Lua clareou
Naquela estrada de areia, lá onde a Lua clareou

Onde os Caboclos paravam, para ver a procissão de São Sebastião
Onde os Caboclos paravam, para ver a procissão de São Sebastião

Okê, Okê, Caboclo, Seu Mata Virgem é da raiz da Orucaia
Okê, Okê, Caboclo, Seu Mata Virgem é da raiz da Orucaia


OXÓSSI

Quimbanda, Quimbanda, somos filhos de Umbanda
Quimbanda, Quimbanda, vamos entrar nessa banda
Quimbanda, Quimbanda, Umbanda tem alegria
Quimbanda, Quimbanda, com Deus e Ave Maria
Quimbanda, Quimbanda, Umbanda tem fundamento
Quimbanda, Quimbanda, o meu Pai é Quimbandeiro

Tempo disse, tempo dirá, tempo disse, tempo dirá
Que é funda a raiz da Jurema, que é funda a raiz do Orucá
Tempo disse, tempo dirá, tempo disse, tempo dirá
Que é funda a raiz da Jurema, que é funda a raiz do Orucá

No centro da mata virgem eu plantei raiz nasceu flores
No centro da mata virgem eu plantei raiz nasceu flores
No centro da mata virgem eu plantei raiz nasceu flores
No centro da mata virgem eu plantei raiz nasceu flores


OXÓSSI

Quem manda a Gira girar, oi manda a Gira girar
Quem manda a Gira girar, oi manda a Gira girar
Se é filho da Jurema, neto de Orucá, ele entra na Linha, quem manda a Gira girar
Quem manda a Gira girar, oi manda a Gira girar
Quem manda a Gira girar, oi manda a Gira girar
Se é filho da Jurema, neto de Orucá, ele entra na Linha, quem manda a Gira girar

Apanha Maracanã, Tatamirô, apanha folha por folha, Tatamirô
Que ele é filho da Jurema, Tatamirô, criado no Jurema, Tatamirô
Apanha Maracanã, Tatamirô, apanha folha por folha, Tatamirô
Que ele é filho da Jurema, Tatamirô, criado no Jurema, Tatamirô


OXÓSSI

Ele é Caboclo, ele é Juremeiro, que na alvorada tem penas carijós
Ele é Caboclo, ele é Juremeiro, que na alvorada tem penas carijós
Ele é Caboclo, ele é Juremeiro, que na alvorada tem penas carijós
Ele é Caboclo, ele é Juremeiro, que na alvorada tem penas carijós

Vadeia, oi, vadeia, oi, vadeia meus Caboclos na aldeia
Vadeia, oi, vadeia, oi, vadeia como o vento na areia

Vadeia, meus Caboclos, vadeia, os Caboclos na aldeia e a sereia na areia
Vadeia, meus Caboclos, vadeia, os Caboclos na aldeia e a sereia na areia


OXÓSSI – Chamada

Arreia Capangueiro, capangueiro da Jurema
Arreia Capangueiro, capangueiro Jurema
Arreia Capangueiro, capangueiro da Jurema
Arreia Capangueiro, capangueiro Juremá
Arreia Capangueiro, capangueiro da Jurema
Arreia Capangueiro, capangueiro Jurema

Caboclo, onde você mora
Caboclo, é da samambaia
Caboclo, onde você mora
Caboclo, é da samambaia


OXÓSSI

No alto da serra, capitão da serra, na serra negra, onde Caboclo mora
No alto da serra, capitão da serra, a sua seta é uma jibóia
No alto da serra, capitão da serra, na serra negra, onde Caboclo mora
No alto da serra, capitão da serra, a sua seta é uma gibóia

Estava no alto da serra, grande gibóia que por mim passou
Estava no alto da serra, grande gibóia que por mim passou

Trazia um grande diadema, dizendo que era o Rei dos Caçador
Trazia um grande diadema, dizendo que era o Rei dos Caçador

Yoqui, Yoqui, Yoqui, que bambi oclimi, respondi, agô
Yoqui, Yoqui, Yoqui, que bambi oclimi, respondi, agô

Trazia um grande diadema, dizendo que era o Rei dos Caçador
Trazia um grande diadema, dizendo que era o Rei dos Caçador


OXÓSSI – Caboclo Roxo

Caboclo Roxo, da cor morena, se ele é casuté, casuté da Jurema
Caboclo Roxo, da cor morena, se ele é casuté, casuté da Jurema

Ele jurou e tornou a jurar, de ouvir os conselhos que a Jurema lhe dá
Ele jurou e tornou a jurar, de ouvir os conselhos que a Jurema lhe dá

Ele é Oxossi, dorme na macaia, ele é Caboclo em qualquer lugar
Ele não apanha as folhas da Jurema, sem ordem suprema do Pai Oxalá
Ele não apanha as folhas da Jurema, sem ordem suprema do Pai Oxalá
Ele é Oxossi, dorme na macaia, ele é Caboclo em qualquer lugar
Ele não apanha as folhas da Jurema, sem ordem suprema do Pai Oxalá
Ele não apanha as folhas da Jurema, sem ordem suprema do Pai Oxalá


OXÓSSI – Caboclo Ubirajara

É ele, Demoragy, que vem do Uruguaia, sua aldeia
É ele, Demoragy, Ubirajara da Jurema
É ele, Demoragy, que vem do Uruguaia, sua aldeia
É ele, Demoragy, Ubirajara da Jurema

Ele é Caboclo guerreiro que veste pena, o seu cocar quem lhe deu foi Oxalá
Ele caminha de leve na folha seca, é o Ubirajara dentro do seu Juremá
Ele é Caboclo guerreiro que veste pena, o seu cocar quem lhe deu foi Oxalá
Ele caminha de leve na folha seca, é o Ubirajara dentro do seu Juremá


OXÓSSI – Cabocla Jurema

Ela vem de longe, de longe sem imaginar
No capacete três penas, no braço uma Cobra Coral
Ela vem de longe, de longe sem imaginar
No capacete três penas, no braço uma Cobra Coral

Ela é a Jurema, do seu Jurema
Cabocla primeira, Rainha do seu Jacutá
Ela é a Jurema, do seu Jurema
Cabocla primeira, Rainha do seu Jacutá

O meu pai é ganga, minha mãe é guinga
Eu também sou filho de ganga zumbá
Re, re, re ,re, re, re, re, re, re, ra
O meu pai é neto, filho da cobra coral
Re, re, re ,re, re, re, re, re, re, ra
O meu pai é neto, filho da cobra coral
O meu pai é ganga, minha mãe é guinga
Eu também sou filho de ganga zumbá
Re, re, re ,re, re, re, re, re, re, ra
O meu pai é neto, filho da cobra coral
Re, re, re ,re, re, re, re, re, re, ra
O meu pai é neto, filho da cobra coral


OXÓSSI – Caboclo Ubirajara

Estrela Dalva é sua guia, Ubirajara Caboclo valente
Estrela Dalva é sua guia, Ubirajara Caboclo valente

Ubirajara mora lá na mata, lá na grota funda, lá no Jurema
Ubirajara mora lá na mata, lá na grota funda, lá no Jurema


OXÓSSI – Cabocla Helena

Alumeia o mundo, Helena, enquanto a Lua não vem, helena
Alumeia o mundo, Helena, enquanto a Lua não vem, helena

Ela vem caminhando, Helena, vem no passo da Ema, Helena
Ela vem caminhando, Helena, vem no passo da Ema, Helena


OXÓSSI – Caboclo Tamandaqué

Na sua aldeia, tem tupiniquim, na sua mata tem tucurucum
No seu saiote tem pena encarnada, no seu penacho tem pena dourada
No seu saiote tem pena encarnada, no seu penacho tem pena dourada

Tamandaqué tem penas carijós, que atravessam as margens das cachoeiras
Ele vem do alto daquela serra, ele vem da selva morena
Ele vem do alto daquela serra, ele vem da selva morena


OXÓSSI – Caboclo Jequiriçá

Sereno que cai, são horas, é madrugada, sereno que cai, nas matas do Uruguaia
Sereno que cai, são horas, é madrugada, sereno que cai, nas matas do Uruguaia

Como caminha, como caminhou, como caminha, como caminhou
Caboclo Jequiriçá, na hora divina ele sempre chegou
Caboclo Jequiriçá na hora divina ele sempre chegou
Como caminha, como caminhou, como caminha, como caminhou
Caboclo Jequiriçá, na hora divina ele sempre chegou
Caboclo Jequiriçá na hora divina ele sempre chegou


OXÓSSI

Seu irmão é Flor do Dia, Flor da Manhã e Pena Dourada
Seu irmão é Flor do Dia, Flor da Manhã e Pena Dourada
Ele é o orvalho da noite, sereno da madrugada
Ele é o orvalho da noite, sereno da madrugada
Seu irmão é Flor do Dia, Flor da Manhã e Pena Dourada
Seu irmão é Flor do Dia, Flor da Manhã e Pena Dourada
Ele é o orvalho da noite, sereno da madrugada
Ele é o orvalho da noite, sereno da madrugada

Mundera alumeia o mundo, Helena a imensidão
Mundera alumeia o mundo, Helena a imensidão
Papaceia vem guiando, chefe guerreiro Indio Jaguarão
Papaceia vem guiando, chefe guerreiro Indio Jaguarão


OXÓSSI – Caboclos Pena Verde e Pena Branca

Eu vi na margem do rio, em linda manhã serena
Eu vi na margem do rio, em linda manhã serena

Caboclo Seu Pena Verde, firmando ponto na areia
Caboclo Seu Pena Verde, firmando ponto na areia

Galo cantou na serra, a mata estremesseu
Galo cantou na serra, a mata estremesseu

Caboclo Seu Pena Branca, na cachoeira apareceu
Caboclo Seu Pena Branca, na cachoeira apareceu

Ele é Caboclo Guerreiro, que mora no rochedo
Somente Cobra Coral, conhece dele o segredo
Ele é Caboclo Guerreiro, que mora no rochedo
Somente Cobra Coral, conhece dele o segredo


OXÓSSI – Caboclo Ubirajara (Subida)

Ubirajara vai embora, o que lhe dão pra levar
Ubirajara vai embora, o que lhe dão pra levar

Se lhe dão flores brancas, ou a raiz do Jurema
Se lhe dão flores brancas, ou a raiz do Juremá
Ubirajara vai embora, ele vai sem imaginar
Ubirajara vai embora, ele vai sem imaginar

Vai pela margem do rio, pelo pio da Coral
Vai pela margem do rio, pelo pio da Coral


OXÓSSI – Caboclo Bem-Te-Vi e Jurema

Olha o meu passarinho azulão, quando voa não pousa no chão
Olha o meu passarinho azulão, quando voa não pousa no chão

Bem-Te-Vi, caboclo de Pena, Peito de Ema, bodoque na mão
Bem-Te-Vi, caboclo de Pena, Peito de Ema, bodoque na mão

Olha o meu passarinho azulão, quando voa não pousa no chão
Olha o meu passarinho azulão, quando voa não pousa no chão

Sarava a Cabocla Jurema, peito de ema bodoque na mão
Sarava a Cabocla Jurema, peito de ema bodoque na mão


OXÓSSI – Cabocla Jurema

Salve a Cabocla Jurema, saiote de pena, bodoque na mão
Sarava a Cabocla Jurema, peito de ema, bodoque na mão


OXÓSSI – Cabocla Jurema

Jurema, seu saiote é muito lindo, seu capacete é de pena, Jurema
Jurema, ela vem lá da tocaia, saravando a sua saia, saravando a sua saia


OXÓSSI – Caboclo Tupinambá

A sua flecha lá no ar ele atirou, um Aymoré na Calunga saravou
A sua flecha lá no ar ele atirou, um Aymoré na Calunga saravou

Ele que é, flecheiro atirador, um bom Tupy na Umbanda é vencedor
Ele que é, flecheiro atirador, um bom Tupy na Umbanda é vencedor

Tupy, Tupy, Tupy, Tupynambá
Tupy, Tupy, Tupy, Tupynambá
Ele é Rei dos Caboclos, filho de Abanayá
Ele é Rei dos Caboclos, filho de Abanayá
Tupy, Tupy, Tupy, Tupynambá
Tupy, Tupy, Tupy, Tupynambá
Ele é Rei dos Caboclos, filho de Abanayá
Ele é Rei dos Caboclos, filho de Abanayá
OXÓSSI

Caboclo não tem caminho para caminhar
Caboclo não tem caminho para caminhar

Caminha por cima da folha, por baixo da folha, por todo lugar
Caminha por cima da folha, por baixo da folha, por todo lugar


OXÓSSI

Lá na mata, piou, piou, lá na mata, piou, piou, lá na mata, piou, piou
O Rei da Mata chegou
Lá na mata, piou, piou, lá na mata, piou, piou, lá na mata, piou, piou
O Rei da Mata chegou

Oxossi é Rei da Mata, é vencedor de demanda
É Orixá consagrado, coroado na nossa Umbanda


OXÓSSI

Vestimenta de caboclo é samambaia, é samambaia
Vestimenta de caboclo é samambaia, é samambaia

Saia Caboclo, não se atrapalha, saia do meio da samambaia
Saia Caboclo, não se atrapalha, saia do meio da samambaia


OXÓSSI – Caboclo Sete Estrelas

Lá do pé de um coqueiro aonde o Seu Calunga está
O Caboclo Sete Estrelas vem na Umbanda Saravar
É linha é Linha, vamos linhar, é Linha, é Linha, vamos linhar


OXÓSSI – Cabocla Iracema

Cabocla Iracema, quando vem da aldeia, ela traz na cinta uma Cobra Coral
Cabocla Iracema, quando vem da aldeia, ela traz na cinta uma Cobra Coral

É uma Cobra Coral, é uma Cobra Coral, é uma Cobra Coral, é uma Cobra coral


OXÓSSI

Seu caçador da beira do caminho, oi não me mate essa Coral na estrada
Ela abandonou sua choupana, caçador, foi no romper da madrugada
Ela abandonou sua choupana, caçador, foi no romper da madrugada

OXÓSSI – Caboclo Sete Flechas

Ê, ê, ô, Caboclo Sete Flechas no Congá
Ê, ê, ô, Caboclo Sete Flechas no Congá

Sarava Seu Sete Flechas, ele é o Rei da mata
O seu bodoque atira oi paranga, sua flecha mata
Sarava Seu Sete Flechas, ele é o Rei da mata
O seu bodoque atira oi paranga, sua flecha mata



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